Câmara Técnica de Bonito e Jardim difunde técnicas de manejo e de conservação de água e solo

  • Publicado em 09 set 2020 • por Alcineia Santos Maceno da Silva •

  • A Semagro responsável pela Câmara Técnica de Conservação de Água e Solo de Jardim e Bonito, com apoio dos demais membros, continua desenvolvendo trabalhos de orientação de manejo e adequação de estradas, nas bacias do Rio Formoso e do Rio da Prata.

    Ação Conjunta

    O servidor Paulo Gimenes, técnico da Semagro/Agraer, dedica-se exclusivamente aos trabalhos e vem trabalhando em parceria com a prefeitura de Bonito e com a Agesul realizando adequação de vários pontos críticos de estradas locais. A adequação de determinado trecho sempre deve ser integrada às práticas conservacionistas da propriedade rural, esteja ela com pastagens ou com lavouras.

    O Instituto de Desenvolvimento de Bonito – IDB também apoia os serviços realizados, pois seus dirigentes têm a percepção que o sucesso advindo dessas ações beneficiará todos segmentos da economia local.

    Terraço em desnível ou em gradiente

    No Estado de Mato Grosso do Sul é bastante comum a construção de terraços em nível, entretanto em alguns solos caracterizam-se por menor capacidade de armazenamento de água, seja pela profundidade natural, seja pela compactação, seja pela quantidade de água que determinada área recebe de glebas à montante, ou mesmo, pelas características das chuvas de verão na região. Nesses casos, os terraços em nível não são suficientes para um manejo adequado das águas pluviais. Daí, surge a opção do terraço em gradiente. “Porém, o planejamento dessa técnica deve ser criteriosa e, eficazmente, executada”, alerta Paulo Gimenes.

    O canal de escoamento da água deve ser vegetado e devem ser construídas barreiras internas, dependendo do comprimento e do volume de água esperado, de modo que o mesmo não sofra o poder de arrasto da enxurrada e o canal venha a ser erodido.

    O destino da água que correrá no canal de drenagem também deve ser muito bem projetado. Podendo, aquela, ser em uma área de vegetação natural ou mesmo em um curso d´água natural, mais próximo. Quando essa prática não é aplicada, o destino tem sido estradas e recursos hídricos, causando danos indesejáveis.

    Os engenheiros agrônomos do Inovasolo (SP), que estiveram em Bonito e Jardim por várias vezes e têm experiência nessa prática em áreas de cana-de-açúcar, têm prestado orientação e discutido, com o técnico Paulo, naqueles casos em que essa técnica aparece como uma boa alternativa.

    O produtor deve procurar um profissional capacitado, seja para elaborar, seja para executar o projeto de construção dessas obras de engenharia em sua propriedade. Assim agindo, obterá melhor produtividade, preservará seu patrimônio e contribuirá para uma agricultura sustentável.

    Texto: Fernando Nascimento – Diretor Executivo da Agraer

    Fotos: Divulgação

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