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Silagem de milho é ótima alternativa para alimentar o gado no período de estiagem

  • 09 mar 2026
  • Categorias:Dia de Campo
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Produtores rurais, técnicos e pesquisadores participaram na sexta-feira (6) do Dia de Campo sobre Silagem de Milho, realizado no Centro de Pesquisa e Capacitação da Agraer (Cepaer), em Campo Grande. O evento apresentou tecnologias e práticas voltadas à produção de alimento para o rebanho leiteiro durante o inverno, período em que há redução significativa da oferta de pastagens em Mato Grosso do Sul.

A iniciativa teve como objetivo demonstrar a silagem de milho como estratégia para garantir segurança alimentar ao rebanho e aumentar a receita, especialmente para agricultores familiares que enfrentam queda na produtividade do leite durante a estiagem.

Na área experimental do Cepaer, os participantes conheceram um cultivo demonstrativo de cinco hectares com dois híbridos de milho adaptados às condições de solo e clima do Estado: NK 501 e Feroz, da Syngenta. Além das variedades, também foram apresentados resultados do uso de gesso agrícola e fosfato no manejo da fertilidade do solo.

O diretor-presidente da Agraer, Fernando Luiz Nascimento, destacou que a transferência de tecnologia é essencial para fortalecer a produção leiteira no Estado. “Nosso objetivo é aproximar a pesquisa da realidade do produtor. O Dia de Campo permite mostrar, na prática, tecnologias que podem aumentar a produtividade e dar mais segurança ao agricultor familiar, especialmente em períodos críticos como o inverno, quando a disponibilidade de pastagem diminui”.



Correção do solo pode aumentar produtividade do milho – Durante a primeira estação técnica, especialistas da empresa Consube/Mosaic apresentaram os resultados do uso de gesso agrícola e fosfato na produção de milho destinado à silagem.

O engenheiro agrônomo Vitor Frazão explicou que o manejo adequado da fertilidade do solo é determinante para alcançar bons resultados na lavoura. “O calcário e o gesso trabalham de forma complementar na correção do solo. Enquanto o calcário atua principalmente na superfície, o gesso atinge camadas mais profundas, favorecendo o desenvolvimento das raízes e o aproveitamento de água e nutrientes”.

Segundo ele, essa estratégia pode ser decisiva para garantir estabilidade produtiva. “Quando o produtor investe em correção e manejo adequado do solo, ele cria condições para que a planta expresse todo o seu potencial produtivo, o que é fundamental para quem busca produzir silagem de qualidade”.

Já o especialista Alessandro Ortiz destacou que Mato Grosso do Sul possui grande potencial para ampliar esse tipo de manejo. “O Estado tem uma vantagem importante, que é a disponibilidade de calcário, com várias minas em operação, 10 no total. Quando associamos calcário, gesso e fosfato dentro de um manejo bem planejado, conseguimos melhorar a fertilidade do solo e aumentar a eficiência da produção de milho”.



Milho: alternativa econômica para alimentação do rebanho – Na estação conduzida pelos pesquisadores Eduardo Aguiar e Edimilson Volpe, da Agraer, os participantes receberam orientações sobre como cultivar de milho para silagem durante o verão, uma forma de atravessar com boa produtividade o período de estiagem que ocorre no inverno.

“A silagem de milho é uma alternativa estratégica para enfrentar o período de estiagem no inverno. Ao produzir e armazenar alimento na época de maior produção da lavoura, o produtor garante oferta de volumoso para o rebanho no inverno e reduz a dependência de ração, que normalmente tem custo mais elevado”,

Eduardo explicou que o planejamento da produção é fundamental. “Quando o produtor se organiza e produz sua própria silagem, ele tem mais controle sobre a alimentação do rebanho e consegue manter a produção, mesmo quando a pastagem perde qualidade. No período de inverno, devido à baixa oferta, o produtor ainda recebe melhor peço pelo litro de leite produzido”.

Híbridos adaptados ao clima de Mato Grosso do Sul – Na estação sobre variedades de milho, o representante da Syngenta Rodrigo Rodrigues apresentou as características dos híbridos NK 501 e Feroz, cultivados na área experimental do Cepaer.



De acordo com Rodrigues, a escolha do híbrido influencia diretamente na qualidade da silagem. “Para uma boa silagem, buscamos plantas com alta produção de massa, boa quantidade de folhas e resistência a pragas e doenças. Esses fatores influenciam diretamente na qualidade do material que será armazenado na forma de silagem”.

O híbrido NK 501, segundo o especialista, possui alto potencial produtivo. “É um material com excelente potencial de produção de grãos e biomassa. Em condições favoráveis de solo e manejo, pode alcançar produtividades elevadas, o que é muito interessante para quem busca maximizar a produção de silagem”.

Já o híbrido Feroz apresenta maior estabilidade em ambientes mais desafiadores. “Ele é um milho melhor adaptado a condições de solo menos férteis ou situações de maior estresse climático. Mesmo nessas condições, mantém uma boa produtividade”.

A agricultora familiar Fabiana Oliveira, do município de Terenos, já utiliza a silagem na alimentação do rebanho leiteiro e participou do evento em busca de novas tecnologias. Atualmente, ela possui oito vacas em lactação e produz cerca de 130 litros de leite/dia. “A silagem acaba sendo mais barata do que comprar ração e ajuda muito na produção de leite. Eu já uso na propriedade e vejo que faz diferença”.

Segundo ela, o evento trouxe novas ideias para melhorar o manejo. “O que me trouxe aqui foi justamente aprender mais sobre novas variedades e técnicas. Também achei muito importante a parte de armazenamento, porque qualquer descuido com a lona pode entrar ar, gerar fungo e causar prejuízo”.


Já o agricultor Martins Neves participou do Dia de Campo com o objetivo de aprender a produzir silagem na propriedade. “Eu vim buscar conhecimento porque já passei por situações difíceis na seca, quando falta alimento para o rebanho. Cheguei até a perder animal por causa da escassez de comida e do custo alto da ração”.

Martins ainda pontuou que a produção própria de alimento pode ser a solução para muitos produtores. “Na época da seca a ração praticamente dobra de preço, e isso pesa muito para o pequeno produtor. Por isso vejo que fazer silagem é uma necessidade. Produzindo na própria propriedade, a gente consegue garantir alimento para o gado e manter a produção de leite”.

O dia de campo reuniu parceiros como Senar, Syngenta e Consube/Mosaic, além de técnicos da Agraer. A proposta do evento foi fortalecer a produção leiteira da agricultura familiar em Mato Grosso do Sul, promovendo a transferência de tecnologias adaptadas à realidade dos produtores.

 

Texto e fotos: Aline Lira, Agraer

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