A chegada de animais com alta qualidade genética da raça Girolando a pequenos produtores de Glória de Dourados reacende planos, fortalece a produção e renova o futuro de famílias que vivem do leite, mostrando que investimento certo, no momento certo, pode transformar realidades no campo.
Os produtores foram beneficiados pelo Proleite (Programa de Desenvolvimento da Bovinocultura Leiteira), política pública liderada pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e executada em parceria com diversas instituições. No município, a Agraer foi responsável pela entrega dos animais e pelo acompanhamento dos produtores atendidos.
Ao todo serão 19 vacas leiteiras, das quais três já estão no pasto. Entre os primeiros contemplados está Francisco Rigatto, produtor tradicional da agricultura familiar local, cuja propriedade sediou a segunda edição do Tecleite-MS em 2025.
Ele foi o primeiro a receber um dos novilhos e acredita que o investimento trará resultados concretos para sua propriedade. “Pagamos apenas o seguro e o frete, que foram divididos entre os produtores”, explicou. Satisfeito com a chegada do animal, Rigatto afirma estar confiante e otimista quanto aos impactos positivos na produtividade do rebanho.
“A expectativa é que aumente nossa produção. Sabemos da qualidade genética desses animais”, destacou. Para ele, o reforço na produção representa mais do que um incremento no rebanho: é a possibilidade de fortalecer a renda familiar e garantir maior estabilidade à propriedade.
O engenheiro agrônomo da Agraer em Glória de Dourados, Cristian Carlos Felippi, foi o responsável por acompanhar as entregas e ressalta que investir na pecuária leiteira é uma estratégia acertada, especialmente para a agricultura familiar.
“Apesar de estarmos vivendo uma crise no preço do leite, a atividade leiteira ainda é uma das alternativas mais estáveis para o produtor familiar. Lavouras e outras atividades agrícolas são mais instáveis e oferecem maiores riscos”, explicou Cristian.
Segundo o técnico, momentos de dificuldade também representam oportunidades para a agricultura familiar. “Toda crise é passageira. Hoje temos um preço baixo no leite, mas a expectativa é de melhora. E a melhor hora de investir na atividade é justamente quando ela enfrenta desafios”, pontuou o engenheiro agrônomo.
O Plano Estadual de Desenvolvimento da Bovinocultura Leiteira (Proleite) conta com um aporte de R$ 70 milhões para modernizar a pecuária leiteira e funciona em quatro eixos: melhoramento genético, apoio à indústria láctea, assistência técnica e gerencial, além do subprograma Leite Vida. O objetivo é criar um ambiente de desenvolvimento sustentável para o setor, uma das marcas da gestão estadual.
“Esses animais vão dar um ‘up’ na genética da região. São rústicos, produtivos e contribuem para estabilizar a produção. Com genética melhor e assistência técnica, o produtor ganha mais segurança para se manter e crescer na atividade leiteira”, reforçou Cristian Carlos Felippi.
Presente em todos os municípios de Mato Grosso do Sul, a Agraer segue ao lado de quem faz o campo acontecer. A instituição mantém o compromisso de fortalecer práticas sustentáveis, unindo conhecimento, tecnologia e tradição para que cada propriedade avance com equilíbrio e rentabilidade. Agricultores interessados em aprimorar seus métodos, agregar valor ou expandir suas agroindústrias podem procurar o escritório local.
Texto: Maria Clara Espíndola sob a supervisão do jornalista Ricardo Campos Jr., Agraer






