Seminário apresenta resultados de projetos de extensão tecnológica que beneficiam agricultura familiar em MS

  • Publicado em 13 mar 2026 • por Alcineia Santos Maceno da Silva •

  • O Governo do Estado deu início, na tarde desta quinta-feira (12), à apresentação dos resultados dos projetos desenvolvidos por meio da Chamada Fundect/Semadesc/Seaf nº 12/2023 de Extensão Tecnológica para Agricultores Familiares, Povos Originários e Comunidades Tradicionais. O Seminário Extensão Tecnológica MS – Agricultura Familiar acontece de 12 a 13 de março no auditório do campus da UEMS em Campo Grande, reunindo cerca de 200 participantes entre pesquisadores, extensionistas, representantes do poder público e equipes dos projetos para compartilhar experiências e avaliar os impactos das ações no campo.

    A Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) participou da abertura do evento com a presença do diretor-presidente, Fernando Luiz Nascimento, e do gestor da Assessoria, Araquem Ibrahim Midon, reforçando o compromisso da instituição com a pesquisa aplicada e a extensão tecnológica voltada ao fortalecimento da agricultura familiar no Estado.

    A iniciativa, executada pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), por meio da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia) e da Secretaria Executiva de Agricultura Familiar, Povos Originários e Comunidades Tradicionais, destinou R$ 6 milhões para apoiar projetos de extensão tecnológica em Mato Grosso do Sul.

    Durante a abertura do evento, o secretário da Semadesc, Jaime Verruck, destacou a importância da extensão tecnológica como instrumento de apoio direto às famílias que vivem da agricultura no Estado.

    “Vejam o tamanho da responsabilidade que todos nós temos enquanto política pública, assistência técnica, acompanhamento aos produtores e acesso ao crédito. São 72 mil famílias de agricultura familiar no nosso Estado. Muitas vezes é mais fácil falar das grandes cadeias internacionais instaladas aqui, dos grandes players da bioeconomia de escala, como a celulose e as proteínas animais. Quando olhamos para a agricultura familiar, o poder público precisa ter responsabilidade ainda maior e capacidade de gerar projetos que produzam resultados concretos”, afirmou.

    Segundo Verruck, a iniciativa também demonstra a capacidade das instituições de pesquisa em transformar conhecimento científico em soluções aplicadas no campo.

    “Durante muito tempo prevaleceu a ideia de uma academia mais fechada, distante da realidade produtiva. O que estamos vendo com esse projeto é justamente o contrário. Os resultados são extremamente positivos e caminham na direção do que a agricultura familiar realmente precisa”, ressaltou.

    Entre as instituições participantes da chamada pública está a Agraer, que desenvolve oito projetos de extensão tecnológica voltados à agricultura familiar. Para o diretor-presidente da instituição, Fernando Luiz Nascimento, as iniciativas representam um avanço na integração entre pesquisa, extensão rural e produção no campo.

    “Os oito projetos desenvolvidos pelos servidores e pesquisadores da Agraer mostram a capacidade da instituição em transformar conhecimento técnico em soluções práticas para quem está na produção. São iniciativas que dialogam diretamente com as necessidades dos agricultores familiares e contribuem para melhorar a produtividade, a sustentabilidade dos sistemas produtivos e a geração de renda no campo”, destacou.

    Ao todo, por meio da chamada pública, foram contratados 85 projetos, desenvolvidos por instituições científicas e tecnológicas e universidades sediadas no Estado, com execução em 22 municípios e beneficiando diretamente cerca de 4 mil pessoas, entre agricultores familiares, indígenas e quilombolas. Cada proposta recebeu entre R$ 20 mil e R$ 80 mil, com prazo de execução de até 12 meses, podendo ser prorrogado conforme necessidade.

    Os projetos estão vinculados a instituições como UFMS, UFGD, UEMS, IFMS, Agraer, Uniderp e UCDB, e abrangem diferentes polos regionais do Estado. As ações contemplam áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável, como agroecologia, agroflorestas, agroindústria, bioeconomia, biodiversidade, energias renováveis, tecnologias sociais, saúde animal e saúde humana.

    Para o gestor da Assessoria da Agraer, Araquem Ibrahim Midon, o seminário representa um espaço importante de diálogo entre pesquisa, extensão e políticas públicas voltadas ao campo.

    “Esse seminário é fundamental porque permite compartilhar experiências, avaliar resultados e fortalecer a conexão entre pesquisadores, extensionistas e agricultores. Quando diferentes instituições se reúnem para discutir soluções para a agricultura familiar, ampliamos as possibilidades de inovação e de construção de políticas públicas mais eficientes para o desenvolvimento rural”, afirmou.

    Durante o seminário também foi assinado o termo de autorização para publicação do segundo edital de extensão tecnológica voltado à agricultura familiar, que contará com R$ 3 milhões destinados ao financiamento de novos projetos e ações de fortalecimento da produção rural no Estado.

    A programação desta sexta-feira (13), segundo dia do seminário, será dedicada à apresentação e avaliação dos projetos desenvolvidos, incluindo a exposição de oito iniciativas selecionadas entre os participantes da chamada pública, além de um painel de avaliação da Chamada Fundect/Semadesc/Seaf nº 12/2023. O encerramento do evento está previsto para as 12h30.

     

    Texto: Rosana Siqueira e Marcelo Armôa, da Semadesc
    Fotos: Néia Maceno (Agraer)

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