Luta contra aftosa tem mais uma etapa de vacinação em Mato Grosso do Sul

  • Publicado em 24 abr 2020 • por Alcineia Santos Maceno da Silva •

  • A Agraer preocupada com os agricultores familiares e pequenos empreendedores, nossa equipe foi ouvir o Coordenador do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa – PNEFA em Mato Grosso do Sul, o Médico Veterinário e Fiscal Agropecuário o Dr. Fernando Endrigo R. Garcia, que respondeu algumas perguntas sobre a Campanha de Vacinação contra a Aftosa que ocorrerá no próximo mês de maio.

    São elas:

    a) Qual o status sanitário que o Estado de MS possui atualmente e, qual seria o objetivo pretendido?

    R.: O Estado do Mato Grosso do Sul possui o status de Área Livre de Febre Aftosa com Vacinação e a meta é evoluir para o status de Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação.

    b) A meta é vacinar quantos por cento (%) do rebanho estadual?

    R.: 100 %.

    c) Esta campanha de maio é para todas as eras do rebanho e para todas as regiões do Estado de MS?

    R.: Sim. A etapa de vacina é para todas as regiões do estado (Planalto, Zona de Fronteira e Pantanal) e envolve a vacinação de todo o rebanho (mamando a caducando).

    d) Economicamente falando, que importância representa para produtores, frigoríficos e para o Estado, em geral, manter ou melhorar o estágio sanitário?

    R.: Com a evolução do status sanitário os valores agregados aos produtos e subprodutos aumentam consideravelmente, trazendo maior renda aos produtores e uma maior arrecadação para o estado.

    e) Os cerca de 53.000 pequenos produtores rurais que possuem rebanho bovino, ainda que com poucas cabeças, quais seriam as estratégias utilizadas para que possam participar da Campanha?

    R.: A responsabilidade da vacinação do rebanho é dos produtores, independentemente do tamanho do rebanho.

    Ao estado compete orientar, acompanhar e fiscalizar a execução da vacinação.

    O estado executa uma modalidade de vacinação estratégica chamada de Agulha Oficial, que é quando a vacina é doada e executada pela IAGRO. Esse tipo de vacinação é utilizado em áreas consideradas de maior risco sanitário para febre aftosa (ex. assentamentos, periferia, aldeias indígenas, etc) e a critério do Fiscal Estadual Agropecuário.

    f) O Custo da vacina gira em torno de quantos reais a dose?

    R.: De R$ 0,95 a 1,00.

    g) Alguns poucos animais, sem vacinação, podem colocar em risco todo o rebanho?

    R.: Sim. Esses animais podem ser infectados e iniciar o ciclo de transmissão da doença e infectar também os animais vacinados, pois nenhuma vacina protege 100 %.

    h) A Aftosa é uma doença considerada de fácil transmissão?

    R.: Sim. A Aftosa pode ser transmitida de várias formas. As principais são: Contato direto entre os animais; Pelas pessoas que manipulam os animais; Utensílios, equipamentos e maquinários; Qualquer outro objeto que tenha contato com os animais doentes.

    i) Para registrar a vacinação, o que o produtor deve fazer?

    R.: O registro da vacinação deve ser realizado através do portal www.gap.ms.gov.br, dentro do período estabelecido. Para o Planalto e Zona de Fronteira até o dia 15/06/2020 e para o Pantanal até o dia 30/06/2020.

    j) Caso o produtor não faça sua obrigação, quais penalidades ele estará sujeito?

    R.: Caso o produtor não realize a vacinação obrigatória, ele está sujeito às penalidades da lei, que vai de multa até o abate sanitário dos animais, dependendo da gravidade de cada caso.

    l) Em razão do COVID-19, é possível fazer a vacinação na fazenda sem aglomeração de pessoas?

    R.: Sim. Os produtores devem utilizar o mínimo de mão de obra possível e evitar chamar amigos e vizinhos para auxiliar nos trabalhos. E nunca se esquecer de utilizar os equipamentos de proteção individual como máscaras, luvas e óculos de proteção.

    Observa-se que é imprescindível que produtores, ainda que possuam poucas cabeças, vacinem seu rebanho. E, sob a coordenação da Semagro, a Agraer, pretende colaborar com a Iagro, orientando, facilitando e organizando os pequenos produtores para que vençam dificuldades de acesso às vacinas e ao registro da vacinação.

    Texto: Fernando Nascimento – Diretor Executivo da Agraer

    Foto: Divulgação

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