Governo declara Festival Anual e Rapadura de Furnas do Dionísio como patrimônios histórico e cultural do MS

Categoria: Geral | Publicado: quinta-feira, novembro 17, 2016 as 14:40 | Voltar

Campo Grande (MS) – O governador Reinaldo Azambuja publicou no Diário Oficial desta quinta-feira (17), a Lei n º 4.936, de 16 de novembro de 2016, que declara como patrimônio histórico e cultural do MS o Festival Anual da Rapadura da comunidade quilombola de Furnas do Dionísio. A festa conta com apresentações de danças típicas, como Catira, Dança do Engenho Novo e capoeira. Atualmente a comunidade é formada por cerca de 130 famílias.

De acordo com o documento, fica da mesma forma declarada como patrimônio histórico e cultural a rapadura artesanal produzida na Associação de Pequenos Produtores Rurais de Furnas do Dionísio. A associação comercializa ainda produtos artesanais e comidas típicas como açúcar mascavo, melado, farinha de mandioca, polvilho e doces.

Governo incentiva produção

O Governo do Estado, por meio da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (AGRAER), integra um projeto de venda do trabalho artesanal de produção de farinha de mandioca e rapadura nos principais supermercados de MS. A ideia surgiu para agregar valor aos produtos, melhorando a renda dos produtores e trazendo desenvolvimento para aquela comunidade. São parceiros a Agência de Inovação S-Inova, Fundação Tuiuiú da Universidade Católica Dom Bosco, concessionária de energia do Estado (Energisa).

Furnas

O quilombo Furnas do Dionísio foi reconhecido oficialmente pelo Incra como comunidade quilombola em 24 de abril de 2009. Localizado no município de Jaraguari, ocupa uma área de 1.018,2796 hectares e está a aproximadamente 35 Km ao norte de Campo Grande.

A comunidade Furnas de Dionísio foi fundada em 1890, após a abolição da escravatura, decretada em 1888. O “seu” Dionísio Antônio Vieira e sua família, vindos de Minas Gerais, levantaram a primeira casa, feita de pau a pique, sapê e muita argila.

No início do século XX, o comércio era praticado no quilombo, com venda de produtos como querosene e sal. Devido a proximidade com a capital, o transporte era feito em animais ou carro de boi. Os produtos de Furnas de Dionísio tornaram-se famosos pela sua qualidade.

Texto: Diana Gaúna, Subcom.

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