Pensar no amanhã começa pelo chão que se pisa. Ao investir na reforma da pastagem, Kelis Aparecida e Eduarda Carneiro decidiram cuidar da base que sustentará a produção. Mãe e filha, sócias na lida diária da propriedade em Guia Lopes da Laguna, apostam no fortalecimento do pasto como caminho para ampliar a produção de leite e queijo, contando com o acompanhamento técnico da Agraer para transformar planejamento em realidade.
Eduarda Carneiro explica que, entre os gastos para suprir as necessidades das vacas e o baixo rendimento do rebanho, antes da reforma o trabalho era muito maior que o retorno. “A pastagem foi uma meta muito importante para nós. Já vínhamos de tentativas que não deram certo e da falta de alimento adequado para os animais”, conta a filha.
Junto da mãe, Kelis Aparecida, Eduarda relata que somente após o acompanhamento profissional o projeto ganhou consistência, alcançando resultados acima do esperado pelas sócias. “Agora estamos colhendo bons frutos”, afirma.
No relato da produtora, tudo começou com uma conversa inicial, seguida pelo monitoramento contínuo da atividade. “Recebemos apoio em várias etapas do processo. Ter essa orientação nesse momento foi fundamental”, relata.
Quanto à origem do rebanho, as matrizes leiteiras da propriedade foram adquiridas por meio do Pronaf A (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), iniciativa voltada ao fortalecimento do produtor rural. O coordenador local da Agraer em Guia Lopes da Laguna, Túlio Bertola, foi responsável pela elaboração do projeto de crédito e explica que o financiamento custeou a compra dos animais, além de insumos como vacinas e ração.
Posteriormente, a reforma da pastagem foi acompanhada pelos servidores da Agraer Orides Soares e a técnica em agropecuária e zootecnista Caren Samaniego. Ela explica que a área apresentava um déficit forrageiro, caracterizado pela insuficiência de oferta de pasto para os animais.
Segundo a zootecnista, essa condição reduz o volume de leite e compromete a viabilidade econômica da atividade, já que se trata do principal produto. Os animais ficam malnutridos e passam a apresentar intervalos maiores entre os partos, o que impacta diretamente a renda, pois o período sem lactação representa apenas custo adicional.
Do ponto de vista técnico, o processo de recuperação começa com a análise do solo, etapa essencial para identificar carências nutricionais. No caso da família, foi necessária a correção da acidez por meio da aplicação de calcário, além da reposição de nutrientes com adubação química.
Em áreas bem implantadas, respeitando as exigências do solo e conduzidas com manejo adequado, a pastagem pode se manter produtiva por toda a vida, ressalta Caren.
Após as intervenções, mãe e filha destacam que a atividade segue em evolução e que, com a oferta regular de alimento, a família conquistou mais tranquilidade no manejo e redução de custos. “Para o futuro, queremos desenvolver novos projetos. Nosso objetivo agora é preservar tudo o que foi feito e avançar ainda mais”, afirma Eduarda.
Presente em todas as regiões de Mato Grosso do Sul, a Agraer segue ao lado de quem faz o campo acontecer. A instituição mantém o compromisso de fortalecer práticas sustentáveis, unindo conhecimento, tecnologia e tradição para que cada propriedade avance com equilíbrio e rentabilidade. Agricultores interessados em aprimorar seus métodos, agregar valor ou expandir suas agroindústrias podem procurar o escritório local. A Agraer permanece pronta para caminhar junto, transformando desafios em oportunidades e planejamento em resultados.
Texto: Maria Clara Espíndola sob a supervisão do jornalista Ricardo Campos Jr., Agraer



