Distrito de Quebra Coco: Com escrituras em mãos, famílias agrícolas visam pecuária leiteira e fruticultura em assentamento

Categoria: Geral | Publicado: segunda-feira, setembro 12, 2016 as 09:24 | Voltar

Distrito de Quebra Coco (MS) – Trinta e oito famílias receberam por intermédio da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), na manhã de domingo (11), as escrituras dos lotes do assentamento recém-criado no Distrito de Quebra Coco, 40 km de Sidrolândia.

Em posse das terras, o objetivo das famílias é investir na produção de leite, cultivo de frutas (melancia e abacaxi) e de mandioca para comercialização in natura da raiz.

img-20160911-wa0025O repasse dos lotes foi realizado através do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) a uma parceria do governo do Estado com a União. A solenidade de entrega das escrituras contou com a presença do diretor-presidente da Agraer, Enelvo Felini.

Com uma área total de 250 hectares, as terras adquiridas são oriundas da antiga fazenda Triângulo. Cada família foi beneficiada com um lote de 6,57 hectares, sendo 4,5 a aquisição da área foram investidos R$ 2,5 milhões.

O novo assentamento é resultado da divisão das terras da fazenda Triângulo, propriedade de 250 hectares adquirida por R$ 2,5 milhões, recurso do Crédito Fundiário viabilizado por meio do Banco do Brasil

Cada lote saiu por R$ 70 mil (R$ 10 mil o hectare), incluindo despesas de cartório e ITBI - (Imposto sobre a Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis). As famílias terão três anos de carência para iniciar o pagamento das 17 prestações anuais, cada uma em torno de R$ 3 mil, com juros de 2% e desconto de 20% para pagamento em dia.

O assentamento é o 26º criado na região do município de Sidrolândia e está a 4 km do núcleo urbano do distrito de Quebra Coco.

Recomeço

20160911_122755_hdrPara alguns moradores de Quebra Coco que dependiam da Usina de Olinda, fechada há três anos, para tirar o sustento da família, a entrega das escrituras chegou em boa hora.

Como é o caso de Windison Moreira da Cruz que trabalhou no setor administrativo da área agrícola da usina por seis anos. Por conta do fechamento do estabelecimento industrial, o jovem perdeu a principal fonte de renda dele e da esposa Widsleny Jeniffer de Jesus.

A alternativa encontrada pelo casal foi se mudar para Campo Grande, onde Windison trabalha, hoje, como vendedor de uma concessionária de caminhões.

A perspectiva é de que a escritura facilite a vida do casal. Para Elaine Moreira, irmã do jovem rapaz, o lote deve fortalecer ainda mais os vínculos familiares. “Acho que com este lote, ele conseguirá voltar para o Distrito”, acredita.

Segundo a coordenadora do Crédito Fundiário, Tânia Regina Minussi, melhorias devem ser promovidas no assentamento. “A prefeitura vai abrir as estradas e a Energisa, distribuidora de energia, fará a expansão da rede elétrica. Mas, para isso os proprietários terão de construir pelo menos uma peça e instalar um padrão de energia”, explica.

Em relação à água, cada produtor terá a responsabilidade de abrir seu próprio poço. Os agricultores terão de investir na correção do solo já que a propriedade estava praticamente abandonada, com a pastagem superlotada de gado.

20160911_121707_hdrEsteve presente entrega de escrituras o gerente do Banco do Brasil de Sidrolândia, Ricardo Santa Cruz, e a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Sidrolândia, Rosa Marques.

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