Queimadas se espalham no meio rural

  • Publicado em 30 ago 2021 • por Alcineia Santos Maceno da Silva •

  • Os anos de 2020 e 2021 foram marcados por grandes transtornos no meio rural, causados por queimadas que agravam a situação do período seco, comum em Mato Grosso do Sul, em razão da redução de chuvas entre abril e agosto. E, este ano foi agravado pelas geadas.

    Além das consequências na qualidade e na quantidade de alimentos disponíveis para os rebanhos, outros riscos são eminentes, tais como: danos materiais ao patrimônio e risco de vida a trabalhadores.

    Estamos passando por um dos piores períodos de estiagem dos últimos anos, nos quais as queimadas consumem pastagens; áreas de lavouras (milho, cana), em especial, as cultivadas sob o Sistema Plantio Direto (SPD) que mantêm as palhadas sobre o solo; matas ciliares; áreas de conservação ambiental e reservas indígenas, localizados nas regiões de Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica, ou seja, em todos os biomas do MS.

    O fogo descontrolado avança sobre a vegetação seca, destruindo toda a proteção do solo, eliminando plantas e causando a morte de animais selvagens, da microfauna e da matéria orgânica do solo.

    Medidas Preventivas

    Algumas medidas para evitar as queimadas ou reduzir seus efeitos podem ser realizadas, porém capacitar e procurar especialistas como a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, sempre é uma boa alternativa.

    Na zona rural, o controle das queimadas deve ser planejado e, de preferência, envolvendo todos produtores de uma região. Sistemas de comunicação devem ser pensados e definidos. Equipamentos de combate aos focos iniciais também são interessantes dispor nas propriedades, como por exemplo: abafadores, máscaras, pulverizadores costais, roupas adequadas, luvas, máscaras (EPI’s) e caminhão pipa ou trator-tanque.

    É interessante possuir reservatórios d’água na propriedade, como açudes e outros reservatórios, estrategicamente localizados. Implantação de aceiros e do fogo controlado também são técnicas disponíveis.

    Tudo indica que a prevenção às queimadas deverá ser incorporada às propriedades rurais para minimizar seus efeitos.

     

    Texto: Fernando Nascimento – Diretor-Executivo da Agraer

    Foto: próximo de Ipezal (Angélica) no dia 26/08/2021

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