Participação de jovens ocupados no campo, no MS, é bem inferior à média do Brasil

  • Publicado em 08 set 2020 • por Alcineia Santos Maceno da Silva •

  • Diante da realidade que a Agraer vem observando no campo, em especial, nos assentamentos e nas pequenas propriedades rurais do Estado, a equipe procurou informações para constatar se essa situação se confirma.

    Brasil

    Segundo o Censo Agropecuário de 2017 do IBGE, órgão oficial de estatísticas, o Brasil possui cerca de 15,1 milhões de pessoas ocupadas em estabelecimentos agropecuários, dos quais 100 mil são de jovens até 24 anos de idade, representando 0,66% do total.

    A predominância de pessoal ocupado está na faixa de 45 a 64 anos de idade, com 16% do total, isto é, 2,41 milhões de brasileiros.

    Em geral, quanto ao gênero, 81,0% são de homens e 19,0% são mulheres.

    Mato Grosso do Sul

    Em Mato Grosso do Sul, foram registradas 255 mil pessoas ocupadas em unidades agropecuárias, dos quais 0,38% são jovens até 24 anos, isto é, 963 pessoas. Praticamente, a metade do percentual do Brasil.

    No Estado também a faixa mais presente no campo é a de 45 a 64 anos, com participação de 14%, ou seja, 35,8 mil cidadãos.

    Em relação ao gênero, existe uma coincidência com os dados do Brasil, ficando em torno de 80% de homens e 20% de mulheres. Praticamente a mesma proporção.

    Eventuais causas

    O que mais chamou a atenção foi o número reduzido de jovens até 24 anos na zona rural.

    Algumas variáveis contribuem para essa equação, tais como: o anseio por atividades menos penosas e mais rentáveis; a falta de titulação dos imóveis da Reforma Agrária, dificultando a transferência da propriedade aos herdeiros; mecanização do campo reduzindo a demanda de colaboradores especializados; pecuária extensiva demandando menos trabalhadores; baixa valorização da sociedade pelo trabalho rural; menos oportunidades e condições de estudar que nas cidades; dificuldades de comunicação (Internet), entre outros.

    “A Agraer trabalha para que o produtor tenha mais renda e melhore a qualidade de vida no campo. E, quando isso ocorre, o jovem encontra mais motivação para continuar na lida rural”, conclui o Diretor Executivo Fernando Nascimento.

     

    Texto: Fernando Nascimento – Diretor Executivo da Agraer

    Fotos: Divulgação

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